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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Como esperar e o que esperar?


O Pensamento do Dia de hoje está na passagem bíblica de Gênesis 45. Hoje, eu quero falar com vocês sobre como esperar e o que esperar.

Jacó (Israel) passou 30 anos achando que seu filho amado, José, estava morto. Como ele havia recebido aquela notícia? Vou explicar!

Certo dia, Jacó mandou José ir atrás de seus irmãos. Eles estavam apascentando o rebanho. Mas o tempo passou, e nenhum sinal de José.

De repente, os outros filhos de Jacó aparecem com a capa de José toda ensanguentada e uma notícia devastadora: “Seu filho está morto!”.

Aqueles rapazes fizeram o próprio pai cair em uma teia de mentiras e em uma tristeza profunda.

Ao ler este trecho, eu estive pensando... Jacó cometeu um grande erro! Ele havia esquecido que José teve sonhos proféticos. “Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele”, relatou ele quando era jovem em Gênesis 37. Depois de um tempo, Jacó sonhou que o sol, a lua e onze estrelas de curvavam diante dele. Obviamente, estes sonhos despertaram a inveja dos irmãos de José.

Jacó, como um homem de Deus que também recebeu revelações através de sonhos, tinha que ter questionado os outros filhos sobre a suposta morte de José. Mas ele preferiu acreditar nas evidências, em vez de crer nas promessas.

Ao receber aquela notícia, ele, simplesmente, a assumiu como verdade. Como ele não desconfiou daquelas evidências, se ele mesmo, quando era moço, havia enganado o próprio pai, que estava cego, para receber a bênção da primogenitura no lugar do irmão?

Por que, como homem experiente, ele não desconfiou que os filhos também podiam tê-lo enganado? Por que Jacó não acreditou que a palavra que José recebera de Deus era mais poderosa que uma notícia ruim?

Sabe, talvez, ao ler este post, você tenha se identificado com essa história. Você, simplesmente, abriu mão de um sonho e de uma promessa de Deus, por causa de uma evidência manipulada.

Voltando à história...

Na realidade, José não estava morto, mas foi vítima de um plano mirabolante dos próprios irmãos, que o venderam como escravo e forjaram sua morte.

Jacó chorou por 30 anos, até que a promessa de Deus se cumpriu! Os sonhos de José realmente foram realizados. E os irmãos? Como já era esperado, tiveram que revelar para o pai toda a verdade:

Gênesis 45.21 a 28: “E os filhos de Israel fizeram assim. José lhes deu carros, conforme o mandado de Faraó; também lhes deu provisão para o caminho. A cada um de todos eles deu vestes festivais, mas a Benjamim deu trezentas moedas de prata e cinco vestes festivais.

Também enviou a seu pai dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentos carregados de cereais e pão, e provisão para o seu pai, para o caminho.
E despediu os seus irmãos. Ao partirem, disse-lhes: Não contendais pelo caminho. Então, subiram do Egito, e vieram à terra de Canaã, a Jacó, seu pai, e lhe disseram: José ainda vive e é governador de toda a terra do Egito. Com isto, o coração lhe ficou como sem palpitar, porque não lhes deu crédito.

Porém, havendo-lhe eles contado todas as palavras que José lhes falara, e vendo Jacó, seu pai, os carros que José enviara para levá-lo, reviveu-se-lhe o espírito. E disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; irei e o verei antes que eu morra!”

Jacó, desnecessariamente, passou mais de 30 anos atormentado, porque não soube esperar, porque achou que uma notícia ruim era mais poderosa que a promessa do Senhor, porque ele achou que uma evidência manipulada era mais forte do que o poder de Deus de trazer à existência o que não existe!

Ele passou este “tempo de espera”, deixando que o inimigo destruísse sua alegria – porque, depois que ele recebeu aquela notícia, ele nunca mais voltou a sorrir –.

Jacó poderia ter passado estes 30 anos cheio de esperança! Antes de aceitar aquela notícia, ele poderia ter confrontado os próprios filhos, dizendo: “Não interessa o que vocês dizem, e o que esta capa aparenta. Enquanto, eu não ver o corpo, eu não vou acreditar que José está morto, porque ele teve sonhos, e eu sei que Deus realiza sonhos e Suas promessas!”.

Se você, algum dia, questionou: “O quanto eu devo esperar?” Agora, você já tem a resposta! Você vai esperar até que Deus cumpra sua promessa.

E como esperar? Como Ana, a profetisa, esperou Jesus, em Lucas 2:26 a 38! Mesmo com mais de 80 anos, ela creu na promessa de que seguraria, em seus braços, o Messias!

Sabe o que ela fez? Ela esperou no templo onde Ele seria apresentado, junto com aqueles que também acreditaram na promessa. Desta forma, ela foi renovava, restaurada e muito abençoada.

Eu quero encerrar este Pensamento do Dia, com Hebreus 10.23 a 25: “Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.”.

Guarde firme a confissão da sua esperança e vá para o lugar que reúne as pessoas que também acreditam no milagre!

Venha renascer em Cristo. Creia que, mesmo que tudo esteja indicando que não vai acinteces, a promessa vai se cumprir, porque, para Deus, não há impossíveis!


Pense nisso!