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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Série “Superação”: Superando as perdas

2 Reis 8.1 a 6: “Falou Eliseu àquela mulher cujo filho ele restaurara à vida, dizendo: Levanta-te, vai com os de tua casa e mora onde puderes; porque o SENHOR chamou a fome, a qual virá sobre a terra por sete anos. 

Levantou-se a mulher e fez segundo a palavra do homem de Deus: saiu com os de sua casa e habitou por sete anos na terra dos filisteus. Ao cabo dos sete anos, a mulher voltou da terra dos filisteus e saiu a clamar ao rei pela sua casa e pelas suas terras. 

Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito.

Contava ele ao rei como Eliseu restaurara à vida a um morto, quando a mulher cujo filho ele havia restaurado à vida clamou ao rei pela sua casa e pelas suas terras; então, disse Geazi: Ó rei, meu senhor, esta é a mulher, e este, o seu filho, a quem Eliseu restaurou à vida. Interrogou o rei a mulher, e ela lhe contou tudo. 

Então, o rei lhe deu um oficial, dizendo: Faze restituir-se-lhe tudo quanto era seu e todas as rendas do campo desde o dia em que deixou a terra até agora.”

Como abordamos nos últimos dias, a mulher sunamita, ao abrir um espaço de sua casa para receber o profeta Eliseu, viveu uma série de superações. Hoje, para encerrar a nossa série, eu vou abordar a restituição que ela e a família, milagrosamente, viveram. 

Depois de vencer a esterilidade, vencer a morte, vencer a amargura, depois de ver, no local que ela construiu para o profeta, tantos milagres aconteceram, aquela mulher recebeu uma péssima notícia do profeta Eliseu: “Haverá um período de sete anos de fome e escassez. Por isso, você e toda a sua família devem morar, neste período, em outro lugar!”.

Ela não pensou duas vezes e fez exatamente o que aquele homem de Deus havia orientado. Foram sete anos de perdas. Foram sete anos de produtividade zero!

Aquela mulher poderia ter pensado: “Que palavra de Deus é essa? Como assim? Pensei que o Senhor só trouxesse boas notícias. Agora, para não ter tantas perdas, vou ter que ir embora, deixar minha casa!”.

Se ela tivesse optado em ficar, seria muito pior. Além de perder tudo, a mulher sunamita não seria restituída.

A gente tem falado muito sobre isso! Os tempos são difíceis, mas quem tiver uma aliança com Deus viverá grandes livramentos. Mas é claro que só vive livramentos quem passa – ou está prestes a passar – por situações difíceis. Isso é fato!

O povo de Deus viveu um grande livramento quando os umbrais de suas portas foram marcadas pelo sangue de um cordeiro (Êxodo 12). Aquela oferta trouxe proteção.

Espiritualmente, nossas ofertas e nossa vida de entrega e santidade também clamam no altar de Deus! A mulher sunamita abriu sua casa para aquele profeta, que a preparou para um tempo muito difícil. Imagine se ela não tivesse aquela palavra para orientá-la? Como seria? Com certeza, um desastre.

Ela sabia que seriam anos difíceis, mas ela também sabia que Deus não a deixaria desemparada. Com certeza, ela e a família tiveram uma porção diária. Eles tinham o suficiente para sobreviver.
Quando você crê no Senhor e nos seus profetas, assim como está escrito em 2 Crônicas 20.20, o Senhor cria uma situação para que você tenha uma restituição dobrada, triplicada, quadruplicada... sete vezes mais de tudo o que você perdeu.

A superação daquela mulher era saber esperar com paciência no Senhor, saber, inclusive, conviver com as perdas materiais, mas sem deixar de perder a fé, as forças, o ânimo... Durante sete anos, ela teve que conviver com as perdas, mas sem se perder no meio do caminho... Ela teve que conviver com as perdas, mas ganhou forças, ganhou fé, ganhou esperança... Cada dia era um dia a menos. Cada mês era um mês a menos. Cada ano era um ano a menos. Ela cumpriu cada ciclo com o coração grato! Cada dia, mês e ano que passava, ela estava mais perto de viver a restituição!

Este poder de superar cada segundo de espera veio do Senhor! Veio da certeza de que aquele que começou a boa obra em sua vida era também fiel para completá-la. Aquela mulher escolheu passar aqueles sete anos da melhor maneira possível. Em vez de lamentar, esperou no Senhor!

Depois dos sete anos, a sunamita foi em direção ao rei para clamar pela sua restituição. Naquele dia, coincidentemente, Geazi, ajudante de Eliseu, estava justamente contando para o rei a história dela. Sabe o que aconteceu? Ela foi restituída de tudo o que perdeu e de tudo o que deixou de produzir naqueles sete anos. Foi muito além do que ela esperava!

Se você for fiel como aquela mulher, você vai superar o dia das perdas, porque o dia da restituição já está marcado! Será muito além do que você pediu, pensou ou imaginou.

Quero finalizar a mensagem de hoje com Gálatas 6.9: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.”.


Pense nisso!