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terça-feira, 5 de maio de 2020

Superando as barreiras do impossível


A superação sempre envolve um grande desafio. Mas, antes de qualquer coisa, precisamos entender que, para ultrapassarmos limites, precisamos nos fortalecer em Deus.

Existem áreas das nossas vidas que fomos tão derrotados, que nem queremos tocar no assunto. Mas precisamos nos abrir, porque Deus tem, sim, uma palavra que pode transformar qualquer situação. Se você acolher esta verdade, de todo o coração, o milagre que você tanto tentou, mas não conseguiu, vai se manifestar.

Somente no Senhor, podemos ter vitórias onde só tivemos derrotas, ainda que todos os recursos humanos tenham se esgotado.

Nas Escrituras Sagradas, existem muitos casos de superação, mas, neste e nos próximos textos, eu quero focar na história da mulher sunamita.

Vamos começar, meditando em 2 Reis 4.8 a 17: “Certo dia, passou Eliseu por Suném, onde se achava uma mulher rica, a qual o constrangeu a comer pão. Daí, todas as vezes que passava por lá, entrava para comer. Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto, obra de pedreiro, e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para ali.

Um dia, vindo ele para ali, retirou-se para o quarto e se deitou. Então, disse ao seu moço Geazi: Chama esta sunamita. Chamando-a ele, ela se pôs diante do profeta. Este dissera ao seu moço: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com muita abnegação; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao rei ou ao comandante do exército? Ela respondeu: Habito no meio do meu povo. Então, disse o profeta: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho.

Disse Eliseu: Chama-a. Chamando-a ele, ela se pôs à porta. Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás um filho. Ela disse: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva. Concebeu a mulher e deu à luz um filho, no tempo determinado, quando fez um ano, segundo Eliseu lhe dissera.”

Mesmo com toda a vergonha que ela vivia – já que uma mulher rica de verdade, além de ter posses, tinha que ter muitos filhos –, ela foi movida por uma sensibilidade e entregou uma oferta. Ela abriu sua casa para o profeta Eliseu.

Por que ela não tinha filhos? Na Bíblia, está escrito que o marido dela já era idoso, ou seja, eu acredito que tratava-se de um caso de esterilidade masculina.

Mesmo assim, aquela mulher não se revoltou. Mas eu imagino as dificuldades que ela deve ter enfrentando, principalmente por causa das cobranças da sociedade e comentários maldosos. Apesar de ela ter muito dinheiro, as melhores roupas, os sapatos mais caros, e ter feito viagens luxuosas, era nítido o fato de ela não ter alegria na área íntima com o marido.

Eu fico imaginando como eram todas as saídas aos mercados, à casa de parentes e festas. Com certeza, ela se deparava com muitas mulheres grávidas, acompanhadas e felizes. Ela olhava para os lados e via uma alegria que, aos olhos humanos, para ela, era inatingível.

Nosso trabalho não é vão

Mesmo tendo que carregar, durante anos, aquela frustração, a mulher sunamita tinha um coração grato e generoso, características de uma verdadeira mulher mais que vencedora.

Ela hospedou, em sua casa, o profeta Eliseu. E não fez só isso. Providenciou tudo para que ele tivesse conforto e segurança. Era um lugar onde ele poderia repousar, preparar as ministrações, meditar na Palavra de Deus... ou seja, tudo, absolutamente tudo o que ele precisava para cumprir sua missão. Ela providenciou para ele uma cama aconchegante, uma mesa, para que ele pudesse fazer suas refeições, e um candeeiro, para caso ele precisasse estudar à noite.

Ela nem imaginava que aquela oferta a habilitou a viver um grande milagre, uma verdadeira história de superação! Habilitação é ter um memorial diante de Deus. É quando as nossas obras clamam por nós!

Com aquele candeeiro, a sunamita – que não podia dar à luz – providenciou luz para aquele homem de Deus. Eliseu, muito agradecido, disse: “Eis que tu nos tens tratado com muita abnegação; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao rei ou ao comandante do exército?”. E aquela mulher disse que estava tudo bem. Mas Geazi se atentou ao detalhe de que ela não tinha filhos. O profeta, então, afirmou: “Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás um filho!”.

Aquela profecia foi como uma paulada na mulher sunamita: “Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva!”. Eu acredito que ela deve ter pensado: “Como ter filhos, se nem contato íntimo meu marido e eu temos? Eu não tenho como acreditar nesta palavra!”.

Sabe, aquela mulher precisava superar todos os dias de choro, frustração e vergonha. Ela tinha que superar o fato de que, mesmo sendo bondoso, amoroso e generoso, seu marido não poderia dar o que ela mais desejava. Era um milagre difícil de acreditar porque não envolvia só ela, mas seu esposo também. Eu imagino que a sunamita deve ter pensado: “Será que meu marido vai morrer, e eu terei um filho com outro? Não, de jeito nenhum! Prefiro tudo como está!”.

Ela precisava entender que o milagre seria completo, que aquela palavra a livraria daquilo que lhe era mortal. Era uma palavra que veio de Deus! Ela, sem saber, tinha habilitação para viver aquele milagre.

Quantas vezes, nos textos, nas ministrações, na TV, na rádio, nós falamos sobre a importância de termos votos no altar, são um memorial que nós construímos diante de Deus. É um ato de fé, acompanhado de muita oração!

Talvez, você esteja lendo este post no hospital e esteja pensando: “Para mim, é o fim da linha. Eu não consigo enxergar um caminho de cura! O câncer voltou subitamente. Estou com metástase!”. É para você mesmo essa palavra!

O fato de todos os recursos humanos terem se esgotado na terra não quer dizer que os recursos estão esgotados no céu. Para Deus, sempre existe um caminho. Esvazie-se agora de tudo o que tem te impedido de andar pela fé. Olhe para esta barreira “intransponível”, estenda a mão e declare: “Em nome de Jesus, eu sou mais que vencedor! Eu não vou mais caminhar por aquilo que vejo ou por aquilo que já vivi, eu vou andar pela fé! Senhor, que se cumpra em mim a tua palavra!”.

A mulher sunamita, ao superar todas as suas impossibilidades, também trouxe cura, honra e alegria para seu marido. Em um ano, assim como disse o profeta, ela deu à luz um lindo e saudável bebê. Um novo tempo foi inaugurado para aquele casamento.

Assim como ela, supere todas as suas crises, barreiras, frustrações e questionamentos! Deseje ter vitória onde, aos olhos humanos, não há possibilidade! Receba este poder de superação e levante-se para viver todas as promessas do Senhor!

Pense nisso!